Ela me chamou de “amor”.

Foi na primeira conversa. Eu lembro.

Talvez eu tenha confundido tudo.

Talvez eu tenha embaralhado demais.

Talvez.

Estava nublado… Frio. Meu casaco já não conseguia me esquentar como antes… A umidade da minha calça incomodava minhas pernas. Chovia. Até que ela apareceu. No meio dos chuviscos, e de tanta gente, eu vi um olhar… Ah, aquele olhar… Eu não sei como. Eu nunca a tinha visto. Não sabia ao certo como ela era, porém, eu tinha a certeza que ela era a mulher da minha vida.

Sabe… acontece algumas coisas na vida que você nunca vai encontrar palavras pra explicar. Essa é uma delas: a sensação de que a pessoa vai entrar na sua vida e, de alguma forma, não vai sair nunca mais.

E ela se aproximou. Sorriu. Me abraçou. E eu pude sentir um cheiro que eu nunca mais iria conseguir esquecer… Ah, maldito perfume. Aliás, até hoje não sei ao certo se era algum perfume, ou se era o cheiro de sua própria pele. A verdade é que eu sinto esse cheiro, perfume, ou seja lá o que possa ser, todos os dias…

Acho que eu tô enlouquecendo. Ou envelhecendo.

Sei lá.

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2 Respostas to “Ela me chamou de “amor”.”

  1. Caroline Tibaldi Says:

    me apaixonei por esse texto!

  2. Naiara Says:

    Quero dizer que sou tua fã e espero que continue a escrever. Você tem descrito muito bem o que eu tenho sentido. Sem palavras!

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